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Convênio com o CNJ nacionaliza A.dot e amplia adoção em todo o Brasil

O aplicativo A.dot surgiu a partir de uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e o Instituto A.dot (antigo Grupo de Apoio Adoção Consciente), com o objetivo de dar visibilidade a crianças e adolescentes com menores chances de adoção, especialmente adolescentes, grupos de irmãos e aqueles com deficiência ou condições de saúde.

A iniciativa foi concebida em 2018, a partir da visão de Adriana Milczevsky e do desembargador Sérgio Luiz Kreuz, e teve sua criação oficializada pelo Provimento nº 278/2018 da Corregedoria-Geral do TJPR. No desenvolvimento do projeto, Paulo Rosa atuou como editor multimídia; Vinícius Sgarbe liderou a gestão de tecnologia da informação; e Liselis Izar, com sua equipe na assessoria técnica da Comissão Estadual Judiciária de Adoção, prestou suporte aos tribunais integrados até 2025.

Desde sua criação, o A.dot atua como uma ferramenta de busca ativa, que permite que pretendentes habilitados conheçam, de forma mais próxima e humanizada, os perfis disponíveis por meio de fotos, vídeos e depoimentos. Isso contribuiu para a formação de vínculos e ampliação das adoções desses perfis. Em sete anos de atuação, o A.dot contabilizou mais de 200 adoções, sendo mais de 80% delas de adolescentes com mais de 13 anos.  

Com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre o TJPR e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inicia-se uma nova etapa: a integração do A.dot ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), nascendo o A.dot SNA. A partir disso, os perfis da busca ativa do SNA passam a ser automaticamente disponibilizados no aplicativo, numa ampliação de visibilidade e de oportunidades de adoção em âmbito nacional.

A iniciativa reforça o uso estratégico da tecnologia para garantir o direito à convivência familiar, e alia eficiência, transparência e centralidade no melhor interesse da criança e do adolescente.

O aplicativo A.dot representa uma iniciativa do Instituto A.dot (antigo Grupo de Apoio Adoção Consciente), fruto de uma parceria pioneira com o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e com outros tribunais participantes.